domingo, 1 de maio de 2011

O suicídio da Ex-Classe Média.

Em alguns países da Europa, como Bélgica ou França, o suicídio no locar de trabalho infelizmente já é uma pratica corrente, e não podemos pensar que não existe qualquer sentido ou significado com essa acção limite (por termo à própria vida no local de trabalho).

O sufoco da crise em que Portugal está mergulhado, está a matar a classe média. Acredito que Portugal não está a ser excepção nesta matéria tão sensível, a diferença é que os suicídios não estão a acontecer no locar de trabalho, no entanto, penso que será uma questão de tempo para tal desgraça se comece a verificar.

Noutros países esta questão (BURNOUT) já está a ser tratada de forma adequada por equipas médicas, para ajudar a inverter os números crescentes do “Síndrome de Burnout”.

Portugal, do meu ponto de vista, está a juntar uma série de ingredientes poderosos que podem fazer despoletar este efeito limite de “Síndrome de Burnout”:

• A crise, que está a provocar a impossibilidade de criar poupança por parte das famílias;

• As empresas adquirirem cada vez mais serviços em sistemas de outsourcing, podendo promover a falta de dedicação e identificação com determinado projecto;

• Os parâmetros e objectivos de qualidade em algumas organizações estão a assumir proporções extraordinárias, podendo tornar-se perfeitamente inatingível;

• E o crescente trabalho precário são apenas alguns factores que contribuem para a desmotivação, medo e preocupação, assim, o caminho será a destruição da relação criada no trabalho, o espírito de entreajuda e a consideração pelos outros.

Estou a descrever um cenário altamente depressivo, mas julgo que é precisamente o que está já a acontecer em Portugal, contudo, não lhe é dada a devida atenção.

A classe media está a ver-se esmagada e a pouca qualidade de vida que tinha ou tinha prospectivas de ter, está a esvair-se.

O mais assustador, é que em algumas famílias, essas prospectivas estão a esvair-se em sangue!


Nota:
Se algum jornalista investigar, de certo irá encontrar.
Tenho medo de saber quantos é que não aguentaram.

Cardador
Bem haja
hcardador.cds@gmail.com