quarta-feira, 24 de novembro de 2010

FMI

A crise que vivemos hoje, é efectivamente uma crise de confiança, contudo ao contrário do que se possa pensar, não é de desconfiança no Pais, no mercado português ou até nos acordos de governação, na verdade acredito ser uma crise de confiança em alguns políticos portugueses.

O Governo pode fazer os acordos mais extraordinários, mas a questão não está nos acordos mas sim em algumas pessoas que os suportam, algumas pessoas que os apoiam, algumas pessoas que estão contra e 24 horas depois estão a favor. E depois como se isso não basta-se, assistimos a verdadeiros ("rodeos"), com toda a gente aos gritos em plena Assembleia da República, (uma completa falta de respeito).

É por isso que por muitos planos de austeridade que tenhamos, os especuladores, que sempre existiram, relacionam os planos de austeridade com os discursos políticos e sentem que existe uma oportunidade de ouro para estraçalhadar Portugal no mercado porque, como diz o povo, “não bate a bota com a perdigota”.

O panorama actual só pode ser solucionado, se deixarmos de tratar mal os Homens de valor que aparecem na política nacional, deixando essa maldade para aqueles que faltam à verdade com toda a naturalidade.

O político tem de compreender a Sociedade, a Realidade Social que vivemos hoje e o que se nos apresenta Amanhã, portanto, deve procurar falar de forma simples, clara e com a Honestidade que o cargo que ocupa se propõe.

Existe muito boa gente a defender a intervenção do FMI, não porque venham fazer mais ou melhor, mas antes porque este plano de austeridade coloca a responsabilidade de pagar a crise, em cima dos mesmos de sempre.

Existe muito boa gente que defende a intervenção do FMI, porque é levado a pensar que essa mesma intervenção é feita de cima para baixo, sem olhar a nomes, sobrenomes, parentescos ou militâncias.

Existe muito boa gente que defende a intervenção do FMI, porque a desculpa da crise financeira a nível mundial tem as costas largas e pode estar a escudar a incompetência.

O povo tem de meter na cabeça que os governantes são nossos empregados, portanto, ou são competentes e profissionais ou a porta da RUA é serventia da casa.

O estado não é nem pode ser um MEGA CENTRO DE EMPREGO para pessoas supostamente extraordinárias sem experiência alguma no real mercado de trabalho.

Cardador
Bem haja
hcardador.cds@gmail.com